Fenajud declara apoio ao Sindju-PA e repudia práticas antissindicais no tribunal

A FENAJUD – Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados, única entidade nacional que representa mais de 170 mil servidoras e servidores da justiça estadual em todo o país, vem a público declarar total e irrestrito apoio à categoria no estado do Pará, que vem sofrendo ameaças incisivas e impactantes por parte da administração do TJPA. A situação lamentável teve início em meados de março durante a luta do sindicato local, o Sindju-PA, pela implementação do Plano de Carreiras, Cargos e Remuneração (PCCR).

De acordo com informações do sindicato, “em declarações, a presidente do TJPA adotou uma postura que desmerece e desvaloriza os servidores do judiciário. Ao insinuar que “quem quiser ganhar mais poderia fazer concurso para juiz”, ela negligência a importância e o empenho dos milhares de servidores que atuam incansavelmente em todo o Estado, dando a entender que somente os magistrados são fundamentais ao sistema judiciário. Essa postura revela uma visão institucional desequilibrada, que favorece injustamente uma categoria em detrimento de outra”.

“É sabido que as carreiras de juiz e servidor têm diferenças salariais. Entretanto, as declarações expõem desigualdades mais profundas, particularmente quando membros do judiciário, que já desfrutam de privilégios significativos, ocupam cargos de gestão e agem de maneira auto interessada, agravando as disparidades no seio do próprio sistema judiciário”, diz outro trecho da nota do sindicato.

A entidade também chama a atenção para a conduta da magistrada que orientou uma juíza que representasse uma servidora na Corregedoria de Justiça, simplesmente por cumprir seu expediente e respeitar o horário de trabalho legalmente estabelecido.

A Federação, que realizou o seu III Encontro Regional Norte e Nordeste na cidade de Belém-PA, na última semana, aponta que as falas da desembargadora tentam intimidar a atuação da entidade representativa, configurando uma prática antissindical, além de demonstrar a ausência de respeito, empatia e bom senso com a categoria.

A entidade ressalta que o procedimento esperado e aguardado, é que se haja o processo de negociação coletiva de modo sério, respeitoso, propositivo e com ânimo de conciliação. Práticas antissindicais e ameaças jamais serão toleradas e aceitas.

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