FENAJUD reforça compromisso com a pauta racial em reunião com o Ministério da Igualdade Racial

Encontro entre coordenadora Gislaine Caldeira e representante do MIR debateu participação do Ministério no II Encontro Nacional do Coletivo de Negras e Negros da Fenajud e o papel do Judiciário na pauta racial.

Em mais um importante passo na luta pela equidade e justiça racial, a coordenadora da secretaria geral da FENAJUD, Gislaine Caldeira, se reuniu nesta quinta-feira (28) com Vitor Matos, coordenador-geral de Ações Afirmativas na Educação do Ministério da Igualdade Racial (MIR), para alinhar a participação do ministério no evento nacional que também tratará das pautas como Terras Quilombolas e a atuação do Judiciário. O evento está marcado para dia 25 a 27 de setembro, no Rio de Janeiro.

Durante a reunião, Gislaine reforçou a importância da presença institucional do MIR, destacando que a participação do Ministério desde a mesa de abertura até a fala técnica programada para as 10h30 seria um gesto político fundamental.

O representante do MIR, por sua vez, confirmou presença no evento e se comprometeu a construir, junto à sua diretoria, uma fala que aborde os desafios enfrentados pelas comunidades quilombolas e a atuação (ou ausência) do Judiciário diante desses direitos. Vitor ainda destacou que, embora não seja da secretaria específica de quilombolas, possui experiência e trajetória suficientes para contribuir com responsabilidade no debate.

JUVENTUDE, E A LUTA POR DIREITOS
A conversa também trouxe relatos de casos concretos que evidenciam a resistência enfrentada por servidoras e servidores negros no serviço público e no acesso às políticas de reparação. Um dos pontos levantados foi a dificuldade da efetivação das cotas raciais em concursos, inclusive no próprio Judiciário, onde, segundo relato da coordenadora, ainda há estados da unidade federativa onde concursos recentes vem sendo objeto de pedido de providência junto ao CNJ por entendimento de possível atitude discriminatória e resistência institucional ao cumprimento da resolução 203/2015 do CNJ.

Gislaine destacou a importância da ocupação de espaços por pessoas negras, LGBTQIA+ e com deficiência, reforçando que a diversidade não pode ser apenas simbólica. “Não existe espaço vago. a presença do MIR é necessária, pela busca da efetivação da reparação com a comunidade negra e demais grupos”, afirmou.

A FENAJUD reitera seu compromisso de ser uma entidade vigilante e propositiva na luta por igualdade, especialmente no âmbito do poder Judiciário. A reunião desta quinta-feira marca mais uma etapa desse esforço, que não se limita a diagnósticos, mas busca articulações concretas, construindo pontes com as instituições públicas em prol dos direitos da população negra e quilombola, e convida todas as entidades filiadas a estarem presentes no evento do dia 25 a 27 de setembro. A mobilização é essencial para garantir que a justiça seja, de fato, para todas e todos.