Fenajud promove I Encontro de Diretores Financeiros das regiões Norte e Nordeste

A atividade teve como tema “As Novas Formas de Financiamento dos Sindicatos” e reuniu dirigentes de diversos estados e entidades.

A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados (Fenajud) promoveu, de forma virtual, o I Encontro de Diretores Financeiros das regiões Norte e Nordeste, nesta quarta-feira, 23.

Sob o tema “As Novas Formas de Financiamento dos Sindicatos”, o encontro teve o objetivo de debater o propósito do financiamento das entidades sindicais, a necessidade de reestruturação do sistema sindical brasileiro e como os sindicatos, que são instituições paraestatais, contribuem para a realização de serviços com o propósito de favorecer a classe trabalhadora e as necessidades coletivas.

Gislaine Caldeira, coordenadora da Região Norte, abriu a atividade destacando a integração entre as entidades das duas regiões. “As entidades sindicais sofreram uma forte tentativa de desorganização da luta, com a Reforma Trabalhista. Então essa fragilidade nos recursos, que dificultou a realização da luta, nos fez dar uma atenção maior para a questão do financiamento sindical. As instituições do norte e nordeste têm trocado experiências, têm se ajudado e essa força vem alavancando a interlocução, no sentido de consolidar nossas administrações, enquanto gestoras das nossas entidades”, disse.

A atividade, que contou com diversos dirigentes das duas regiões, e de dirigentes de outros estados, teve como palestrante, Fausto Junior, diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que apresentou uma análise conjuntural do atual governo, da estrutura sindical brasileira e apontou as atuais necessidades de reestruturação e de debates que as entidades precisam para continuarem estruturadas e encorpando a luta.

Segundo Fausto, o sindicalismo precisa se conhecer mais, conhecer o movimento de dentro. “Se não nos conhecemos, que dirá aqueles que estão de fora. Temos um problema e precisamos reorganizar o sistema sindical, para, a partir disso, trabalhar uma proposta de contribuição. Esse debate sobre o financiamento é um debate que vai muito além, e que precisa ser discutido com os movimentos sociais. A monetização dos sindicatos surgiu quando os companheiros juntavam valores nas caixinhas para poder enterrar os companheiros que morriam nas atividades laborais, então daí surge a monetização do movimento sindical e a necessidade de financiamento da luta”, destacou.

Para os coordenadores-gerais da Fenajud, Alexandre Santos e Janivaldo Ribeiro, o tema precisa ser mais abordado nas mesas deliberativas. Alexandre destaca que discutir o financiamento da luta é necessário. “Não temos que ter medo. Passamos quatro anos escutando os mais diversos absurdos de um presidente que tentou a todo custo destruir o serviço público, e nós resistimos. Então temos que falar sobre a importância de reorganizar o movimento sindical, de dar musculatura aos movimentos sociais”.

Já Janivaldo afirma que “por mais sensível que o tema seja, é de crucial importância. Pois, sem o vil metal a luta fica prejudicada. Chamo a atenção ainda de que o financiamento precisa vir acompanhado de uma forte formação sindical. Só assim, vamos compreender o financiamento como uma força motriz para a agregação e fortalecimento da luta”, salientou.

Luiz Cláudio, coordenador da Regional Nordeste, mediou a atividade. “Esse evento mostrou que existe um longo caminho em relação à normatização das negociações, financiamento sindical e leis que amparem o líder sindical que não pode exercer a defesa do trabalhador sem perdas funcionais. O debate do financiamento sindical é fundamental, pois, tem que vir acompanhado de estratégias que atraiam e conscientizem as pessoas para se filiarem e as integrem na luta”, afirmou.

Cerca de 50 pessoas participaram da atividade promovida pela Fenajud.

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