POEMA DA CONJUNTURA – Dia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores

 

Temos visto em nosso país
Muita coisa pra chorar
Fome, guerras, pandemia
Nosso povo a protestar

Puseram teto nos gastos
Da saúde e educação
Precarizando o serviço
prestado à população

Fizeram reforma trabalhista
Pro emprego aumentar
Com a livre negociação
Ia tudo melhorar

Mas o trabalhador, coitado
Até sonhou ser patrão
Mas perdeu muitos direitos
E aumentou a exploração

Veio a reforma da previdência
Pras contas equilibrar
Com isso os trabalhadores
Nem sonham se aposentar

E a reforma administrativa
Tramita no parlamento
Pra tirar do pobre o Estado
Trazendo mais sofrimento

Milhares na fila dos ossos
Milhões na fila do emprego
80 tiros de fuzil
Tiram a vida do negro

Aumenta a homofobia
E a violência contra a mulher
Indígena perde terras
Pro gringo que aqui vier

Enquanto pros militares
Tem viagra e picanha
Na favela é bala perdida
O povo, da milicia, apanha

Enquanto a prioridade
É dar ouro pro pastor
Promover motociatas
Indulto pro agressor

A democracia sangra
À beira da tirania
Nossa justiça atrasa
Põe em risco a soberania

Nos resta lutarmos juntos
Unidos a uma voz:
– Esperançar é pra ontem;
– Vencer depende de nós!

Autoria: Arlete Rogoginski

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