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STF suspende julgamento da ação que pode reduzir salário de trabalhadores do funcionalismo

STF suspende julgamento da ação que pode reduzir salário de trabalhadores do funcionalismo

Supremo deu início nesta quarta-feira (27) as discussões sobre a ADI 2238. Fenajud e outras entidades do funcionalismo público marcaram presença na Corte para lutar em defesa das categorias.

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, nesta quarta-feira (27), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que tem consequências graves para os trabalhadores e as trabalhadoras que atuam no serviço público brasileiro. A ADI 2238 questiona dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece regras para manejar os gastos públicos da União, estados e municípios. Entre os principais pontos da Ação está a possibilidade de governos endividados reduzirem salários e diminuírem a jornada de trabalho das categorias. Mas, apesar de ter acontecido as sustentações orais o julgamento da matéria foi suspenso, sem data definida para retomada do tema.

Representantes de entidades do funcionalismo público estiveram mais uma vez no Supremo para acompanhar os debates sobre o tema. Participaram pelo judiciário estadual, Wagner Ferreira, Coordenador Jurídico da Fenajud e Coordenador do Sinjus-MG; Guilherme Peres, Coordenador de Saúde dos Trabalhadores e Previdência da Fenajud e dirigente sindical do Sinjusc; Fabiano Reis, Coordenador de Assuntos Parlamentares da Fenajud e vice-presidente do Sindjus-MS. Além deles, estiveram presentes os dirigentes sindicais do Serjusmig e a assessoria jurídica do Sinjusc. A Fenajufe, o Fenafisco e o CONDSEF também se fizeram presentes.

Para a Fenajud o dispositivo da LRF que permitiria o corte de salário e carga horária é inconstitucional. Há um entendimento de que haverá uma queda de qualidade de serviços públicos prestados à população. Além disso, há a possibilidade de esse recurso não resolver o problema do déficit orçamentário a longo prazo. Como sempre, querem jogar na conta do trabalhador essa dívida. A Federação vai continuar acompanhando o processo de perto e estudar medidas de como reagir juridicamente, caso precise, à possibilidade de o tribunal permitir a redução de carga horária e salários.

A articulação de governadores em torno do tema ocorre desde o ano passado. No início deste mês, secretários da Fazenda de sete estados assinaram uma carta, enviada ao STF, em que pedem a queda da medida cautelar que impede redução de carga horária e salários do funcionalismo.

Julgamento

O relator da ADI 2238, que trata das medidas cautelares na LRF, é atualmente o ministro Alexandre de Moraes. Desde 2000, quando começou a tramitar, processo já passou pela relatoria de outros quatro ministros do tribunal: Ilmar Galvão, Carlos Ayres Britto e Teori Zavascki. Moraes herdou todos os processos de Zavascki, que morreu em um acidente aéreo em janeiro de 2017.

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