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Entidades participam de mais um dia de luta em defesa dos serviços públicos

Entidades participam de mais um dia de luta em defesa dos serviços públicos

Fenajud esteve em audiência enquanto o relatório da reforma administrativa era lido. Na área externa os dirigentes também se somaram aos sindicatos e centrais, na luta contra a PEC 32 e o desmonte da educação, saúde, segurança e Justiça. Texto apresenta manutenção da estabilidade, mas mantém a terceirização privatização e retira direitos.

Nesta quarta-feira (1°/09), aconteceu a leitura do parecer do relator da PEC 32, Arthur Maia (DEM-BA), na comissão especial que trata da reforma administrativa. Os dirigentes da Fenajud (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados), Alexandre Santos, Eduardo Couto e Ivonaldo Batista estiveram na audiência. No mesmo instante, na área externa, ocorreu um protesto com diversas entidades sindicais.

Os participantes do ato reiteraram a falta de diálogo, o desmonte que a PEC trará para os serviços públicos. Enquanto isso, os deputados que passaram pelo ato apontaram riscos na PEC. Há diversos pontos preocupantes, como o desestímulo à prestação de concursos públicos, uma vez que é prevista a contratação por períodos de dez anos – a proposta inicial era de seis anos. Além disso, a proposta traz a possibilidade de terceirização, privatização e aumento da corrupção dentro do funcionalismo público.

O coordenador da Fenajud, Alexandre Santos, falou aos participantes e citou a necessidade de a categoria permanecer vigilante e aumentar as ações de luta para derrotar a PEC que traz consequências gravíssimas, que serão sentidas pela população a curto e médio prazo caso essa reforma seja aprovada.

Coletiva

O trabalho da Federação durou todo o dia. No período da tarde, um grupo de deputadas e deputados da Oposição concederam entrevista coletiva à imprensa sobre a Proposta de Emenda à Constituição da Reforma Administrativa (PEC 32/20). Participaram: os coordenadores da Frente Parlamentar Mista do Serviço Público, Alice Portugal (PCdoB-BA) e Rogério Correia (PT-MG), Fernanda Melchionna (PSOL-RS), André Figueiredo (PDT-CE) e Gervásio Maia (PSB-PB).

“A PEC 32 não serve ao estado brasileiro e ao setor público”, disse Alice Portugal, durante a coletiva. Sobre o relatório ela afirmou que “contém alguns avanços e amortecimentos em relação à aridez aqui trazida na proposta do governo federal. Mas não houve conserto em seu conteúdo essencial, pois a estabilidade é mantida, mas é relativizada com razoável processo de avaliação que levará à redução do número de servidores”, declarou.

Para o deputado Rogério Correia (PT-MG), a base governista quer passar a impressão que o relatório de Arthur Maia resolveu o problema ao manter a estabilidade para os servidores. “Estão querendo dar a impressão de que o relatório resolveu os problemas. Não resolveu. Por isso, a mobilização contra a PEC 32 é o primeiro objetivo nosso”, disse.

Um dos pontos mais criticados pelos líderes foi a respeito do artigo 37-A, que prevê a possibilidade de a União, estados e municípios firmarem contrato com órgãos e entidades públicas e privadas para a execução de serviços públicos, “inclusive com o compartilhamento de estrutura física e a utilização de recursos humanos de particulares, com ou sem contrapartida financeira”.

Tramitação

A previsão é de que a proposta (PEC 32/20) seja votada na comissão especial entre os dias 14 e 16 de setembro. Se aprovada, a proposição seguirá para o Plenário. Aprovada na Câmara, seguirá para a apreciação do Senado.

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