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Câmara aprova projeto de lei que torna crime assédio moral no trabalho

Câmara aprova projeto de lei que torna crime assédio moral no trabalho

Pelo texto, configura assédio moral quem ofender reiteradamente a dignidade de alguém, causando-lhe dano ou sofrimento físico ou mental, no exercício de emprego, cargo ou função. Fenajud vai acompanhar tramitação no Senado.

A Câmara aprovou nesta terça-feira (12) o projeto de lei que torna crime o assédio moral no trabalho. A proposta segue para apreciação no Senado. Pelo texto, configura assédio moral quem ofender reiteradamente a dignidade de alguém, causando-lhe dano ou sofrimento físico ou mental, no exercício de emprego, cargo ou função. O texto foi debatido por mais de quatro horas no plenário, apesar de ter tramitado por 18 anos na Câmara.

De acordo com a proposta, a causa somente terá início se a vítima representar contra o ofensor. Essa representação é irretratável. O projeto prevê a inclusão do assédio moral no Código Penal e define que a pena para o crime será detenção de um a dois anos. A pena pode ser aumentada em um terço se a vítima tiver menos de 18 anos.

Segundo a relatora, deputada Margarete Coelho (PP-PI), o assédio moral não pode se apresentar esporadicamente ou em decorrência de um fato isolado. “A dignidade da pessoa deve ser afetada de forma intencional e reiterada, tanto no trabalho como em todas as situações em que haja algum tipo de ascendência inerente ao exercício do emprego, cargo ou função”, afirmou.

O texto pretende evitar que as pessoas sejam submetidas a situações que violem sua dignidade ou que as exponham a condições humilhantes ou degradantes. “As maiores vítimas do assédio moral são as mulheres”, ressaltou Margarete.

A Fenajud (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados) acredita que a medida poderá diminuir os casos no país. “A aprovação na Câmara é o primeiro passo para reduzir os casos. O combate ao assédio moral é algo que deve ser trabalhado junto a classe trabalhadora, para que as pessoas entendam o significado da expressão, e assim possam denunciar”.

A Federação alerta ainda que entre as principais reclamações feitas pelos trabalhadores e trabalhadoras estão: transferir o trabalhador de setor para isolá-lo ou colocá-lo de “castigo”, fazer brincadeiras de mau gosto ou críticas excessivas em público, atribuir erros imaginários, ou dar-lhe instruções erradas, com o fim de prejudicá-lo(a), submete-lo(a) a humilhações públicas e em particular, impor horários injustificados, forçar sua demissão, proibir de ir ao banheiro, entre outros”.

A Federação vai acompanhar a tramitação também no Senado e realizar articulação para que a medida seja debatida e aprovada o quanto antes.

 

 

Com informações da EBC

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