Na última sexta-feira, 15, o Jornal O Globo publicou uma extensa matéria sobre os extraquadros do Tribunal de Justiça. A princípio, pode parecer uma coisa boa, porque nós, como servidores e Sindicato, somos contra o excesso de extraquadros e a favor do concurso público em todos os órgãos. Mas não somos massa de manobra de interesses políticos.
A verdade é que a matéria visa atingir o Governador provisório, e Presidente do TJ, Desembargador Ricardo Couto, que, em sua curta gestão, faz pelo Rio o que nenhum dos governadores que o antecederam teve coragem nem interesse em fazer: livrar o Estado dos funcionários fantasmas. Em poucos dias, ele exonerou cerca de 1.500 funcionários fantasmas, entre parentes e aliados de políticos, trazendo uma economia anual de cerca de R$ 85 milhões aos cofres do Estado. E isso desagrada a muita gente.
Além disso, o jornal comete vários erros. O primeiro deles é não distinguir extraquadro de funcionário fantasma. Nenhum extraquadro do TJ é fantasma. E a própria matéria jornalística é a prova disso, porque se tivesse achado algum, o jornal teria feito enorme alarido. Em segundo lugar, o percentual de extraquadros do TJ (8%) está estritamente dentro da lei. Em terceiro lugar, enquanto no Tribunal de Justiça temos 8% de extraquadros, outros órgãos do Estado possuem números bem mais expressivos, sem que isso pareça incomodar o jornal. Senão, vejamos:
O Ministério Público possui 4.020 servidores, dos quais apenas 1.600 são concursados e cerca de 2.400 são comissionados ou cedidos, ou seja, possui mais comissionados do que concursados. E isso não parece impressionar o jornal. A Alerj, cujos políticos são os maiores interessados na “matéria jornalística” de O Globo, possui 200 concursados e absurdos 5 mil comissionados. Que tal uma campanha, Jornal O Globo, para combater o excesso de extraquadros em todos os órgãos? Onde está a “matéria jornalística” sobre os dados do MP e da Alerj? Por que o TJ, com seus 8%, dentro dos limites da lei, é que é motivo de reportagem?
A resposta é clara. O jornal não está preocupado com o percentual de extraquadros. Nunca esteve. Está preocupado em atacar o Tribunal de Justiça, para tentar desacreditar o trabalho do atual Governador, que vem desagradando interesses políticos ao desmanchar a imensa rede de funcionários fantasmas que assombram o orçamento do Estado e ajudam a eleger e reeleger uma casta de políticos, nos quais os eleitores deveriam se envergonhar de votar, e que estão destruindo a saúde, a educação e a segurança do Estado. Os mesmos políticos que aplaudem matérias jornalísticas tendenciosas como esta.
Os servidores, não só do Tribunal de Justiça, como de todo o Estado, assim como a sociedade, apoiam o trabalho que vem sendo feito pelo governador em exercício, e esperam que as futuras matérias jornalísticas sejam feitas para ajudar a combater as quadrilhas de políticos que se apossaram do Poder Executivo e saquearam os cofres do Estado nas últimas décadas, e não para serem usadas como tentativas espúrias de retaliação nas mãos destes políticos.
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