Fenajud divulga Resolução política que trata da conjuntura nacional

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O documento foi debatido pela Coordenação Executiva Colegiada da Fenajud entre os dias 15 e 16 de fevereiro de 2018 em Brasilia (DF), onde definiram algumas medidas que serão adotadas pela Instituição.

 

Os ataques por parte do atual governo federal contra os trabalhadores brasileiros parecem não ter fim. Diante disso, a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados (Fenajud) divulga nesta terça-feira (20) a sua primeira resolução política sobre a conjuntura nacional, da gestão Novo Tempo. O documento foi debatido nos dias 15 e 16 de fevereiro de 2018, em Brasília (DF) e trata de medidas importantes que serão tomadas pela Instituição a partir de agora.

 

Leia a Resolução abaixo:

 

1-    O governo ilegítimo e corrupto, que se instalou no Brasil após o golpe jurídico-parlamentar-midiático de 2016,  vem numa avalanche de retirada de direitos da classe trabalhadora, seguindo uma agenda internacional de desmonte do Estado, desnacionalização da economia, privatização das estatais e seus ativos, além de forte ataque às organizações sindicais, à Constituição Federal e à Soberania Nacional.

 

2-    A primeira intervenção federal,  pós Constituição Cidadã de 1988, realizada no Rio de Janeiro nesses últimos dias, e a divulgação da criação de um ministério ligado à repressão,  dão fortes sinais de que há um aprofundamento do golpe em direção à fase militar-judicial, cuja efetivação poderá levar ao cerceamento de liberdades e à imposição de censuras.

 

3-    Diante da insatisfação e manifestações populares contra o consórcio golpista, principalmente no período carnavalesco  com foco no presidente ilegítimo,  o governo  investe no temor, no pânico e no discurso da “lei e da ordem”, induzindo a população a “trocar” as liberdades e direitos por “segurança”  pelo braço repressivo do Estado.

 

4-    O aprofundamento do golpe pode ter como consequências:

  1. a) A influência do povo na aceitação da contrarreforma da previdência com a apropriação do discurso da lei e da ordem, tentando melhorar a imagem do governo corrupto diante da opinião pública;

 

  1. b) A tentativa de apresentar o próprio Temer como candidato a presidente com a divulgação do discurso da “segurança nacionalizada”;

 

  1. c) A disseminação da ideia do caos generalizado e efetivação da ruptura do processo eleitoral em 2018, colocando em risco o processo de liberdades e a própria democracia no País;

 

5 – Vivemos momentos preocupantes com a fase militar-judicial do golpe contra a classe trabalhadora e contra os setores populares da sociedade, em virtude disso, o atual governo precisa de um fim antes que destrua por completo o patrimônio do povo brasileiro, os direitos e a fragilizada Soberania Nacional.

 

6-    É preciso estabelecer um novo pacto que barre as reformas impopulares, reestabeleça a democracia, os direitos da classe trabalhadora e a soberania do Estado. E isso só será possível  com a participação unificada das forças democráticas e progressistas, movimentos sociais e populares do campo e da cidade.

 

7-    Para alcançarmos esses objetivos, é imprescindível a conscientização permanente da nossa categoria e do conjunto da sociedade acerca das mazelas da política em curso. A construção de grandes mobilizações de massas ainda se faz necessária como instrumento legítimo da luta com vistas a esclarecer a sociedade do que está em jogo. Assim, ter o apoio da população  como medida de pressão sobre o congresso é fundamental.

 

8-    Como ação concreta,  no sentido de aprofundar  a relação e  atuação política com as demais entidades sindicais,  tanto do serviço público,  como da iniciativa privada, a Coordenação Executiva da gestão NOVO TEMPO da Federação deliberou pela integração da Fenajud à Frente Brasil Popular e à Frente Povo Sem Medo a fim de fortalecer  laços com os movimentos sociais.

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